Mediante utilização da audiodescrição como ferramenta de cunho pedagógico, os educadores inclusivos poderão:
- minimizar ou eliminar as barreiras presentes nos
meios de comunicação que se interponham ao acesso à educação, tais como
aquelas presentes no acesso a materiais bibliográficos;
- proporcionar que alunos com deficiência visual, com
dislexia e outros tenham acesso aos conteúdos escolares, no mesmo tempo
em que o restante da turma;
- permitir que todas as ilustrações, imagens,
figuras, mapas, desenhos e demais configurações bidimensionais,
presentes nos livros didáticos, fichas de exercícios, provas,
comunicados aos pais, cartazes, circulares internas etc. também sejam
disponibilizados em audiodescrição;
- zelar pela autonomia, empoderamento e independência dos alunos com deficiência visual e outros usuários do recurso;
- atentar para a descrição de objetos que fazem parte
do cotidiano escolar, como a disposição do mobiliário da sala de aula,
da planta baixa da escola, da distribuição do acervo na biblioteca, dos
espaços de recreação e outros ambientes e produtos de uso comum etc.;
- perceber a transversalidade do recurso, por
exemplo, ao estimular que, com uso de uma atividade coletiva de
audiodescrição, durante uma aula de matemática ou de ciências, os alunos
possam desenvolver descrições por escrito, de tal sorte que as
informações ali contidas possam ser aproveitadas nas aulas de língua
portuguesa;
- considerar a importância de democratizar as
informações e conhecimentos construídos em sala de aula para toda a
comunidade escolar, oferecendo aquele recurso em exposições, mostras,
feiras de ciências, apresentações, reuniões de pais e mestres, encontros
pedagógicos, aulas de reforço escolar, excursões temáticas, jogos e
olimpíadas esportivas, exibição de filmes e nos demais encontros e
atividades cuja educação seja o foco;
- reforçar o respeito pela diversidade humana,
praticando e divulgando ações de cunho acessível entre os alunos com e
sem deficiência;
- atrair parceiros que possam financiar projetos de acessibilidade na escola e a partir dela;
- criar programas e projetos de voluntariado e
monitoria que envolvam o público interno da instituição e a comunidade
escolar, a fim de capacitar os interessados na temática da
audiodescrição e levar adiante outras iniciativas de acessibilidade;
- promover encontros de formação, reflexão e
sensibilização sobre a inclusão social das pessoas com deficiência para
professores, funcionários, gestores, alunos e comunidade, fortalecendo a
máxima de que a inclusão só poderá ser construída por intermédio da
perpetuação de práticas acessíveis, ou seja, a partir da eliminação de
barreiras, tais como as atitudinais e aquelas presentes nos meios de
comunicação.
Cientes de que a tarefa de educar na perspectiva
inclusiva exige, antes de tudo, a crença irrestrita na capacidade humana
de aprender sempre, ainda que em ritmos e de maneiras diferentes,
acreditamos que todo educador, atuando em qualquer modalidade da
educação básica, seja capaz de incorporar à sua prática docente a
utilização de tecnologias assistivas.



