domingo, 8 de junho de 2014

Recursos de baixa tecnologia para alunos com Transtorno do Global do Desenvolvimento



RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA

Os recursos de baixa tecnologia são essenciais para facilitar a comunicação de pessoas com deficiência , pois elas " enfrentam, na interação, ao participar de práticas culturais, algumas barreiras. Essas barreiras podem ser superadas ou parcialmente compensadas a partir do uso de tecnologias como computador e tecnologia assistiva. Valente (2008) considera que muitas barreiras entre a pessoa e o mundo são minimizadas com o uso da tecnologia.
Os recursos são constituídos por objetos ou equipamentos, por meio dos quais se consegue transmitir uma mensagem. Segundo classificação de Zaporoszenko e Alencar (2008), tais recursos utilizados em CA podem ser tanto de baixa quanto de alta tecnologia. Os de baixa tecnologia podem ser representados por gestos manuais, expressões faciais, Código Morse e através de signos gráficos. Os signos gráficos podem ser elaborados por meio da escrita, de desenhos, de figuras (fotos, gravuras, entre outros) e de símbolos pictórios. Para tanto, é possível utilizar os mais variados sistemas de CA, através dos quais podem ser elaboradas pranchas, painéis, carteiras, entre outros (ZAPOROSZENKO e ALENCAR, 2008)." (BEZ, 2014.p.2 e 3)
Os recursos de baixa tecnologia podem ser organizados em: cartões, pranchas, pastas coletes, aventais ou coletes, livros, fichários tipo pasta-arquivo e outros.
Estes tem o objetivo de construir autonomia e ampliar a competência funcional do aluno, a comunicação e a interação social, facilitando assim, a aprendizagem através de atividades que possam ser úteis em seu cotidiano.

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

  Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.




Cartões de comunicação





Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar"); laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").



Referências:


     BEZ, M. R Comunicação Alternativa e TEA. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014

 Tecnologia Assistiva – Miryam Pelosi - http://www.comunicacaoalternativa.com.br/ [acesso em 08/06/2014].



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Deficiência Mútipla e Surdocegueira

Conceito: surdocegueira e deficiência mútipla e suas diferenças 

Surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte, a pessoa com surdocegueira tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes . A surdocegueira pode ser subdividida em quatro categorias: indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos, indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos, indivíduos que se tornaram surdocegos e indivíduos que nasceram ou adquiriram a surdocegueira precocemente.

Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989 define-se como:
• Deficiência múltipla – a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual / visual / auditiva / física), com comprometimentos que acarretam conseqüências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa. A Deficiência Múltipla sensorial caracteriza-se
 A Surdocegueira diferencia-se da Deficiência Mútipla porque na primeira a pessoa não recebe as informações sobre o que está sua volta de maneira fidedigna, ela precisa da mediação de comunicação para receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca. Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular. Já na segunda nem todas as informações  chegam para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida.

Necessidades básicas das pessoas com Surdocegueira e/ou Deficiência Mútipla

   A maior necessidade de uma pessoa com surdocegueira é de estabelecer um sistema de comunicação, portanto é imprescindível um mediador que possa trazer informações a cerca do ambiente de maneira integral e coerente. A pessoa com Deficiência Mútipla tem necessidades médicas e físicas, para o controle de convulsões, da respiração, quando apresentarem problemas de mastigação e deglutição, pois apresentam saúde mais frágil e pouca resistência física. Também necessitam de afeto, atenção, meios de interação com o outro, para desenvolver relações sociais e afetivas. Além disso, o ambiente de aprendizagem deve ser adequado, possibilite atividades que colaborem com seu desenvolvimento e facilite sua comunicação. 

Quais estratégias que são utilizadas para aquisição de comunicação?

A comunicação de pessoas com surdocegueira ou deficiência múltipla pode ser estabelecida de diferentes formas. Uma dela é a Comunicação Perceptiva.
Por propósitos de comunicação perceptiva (como meio de prover informações para um indivíduo), os símbolos tangíveis podem ser utilizados antes do surgimento das habilidades de comunicação pré-simbólica intencional. Usando símbolos tangíveis aumenta receptivamente a probabilidade de que a comunicação para o indivíduo com deficiência múltipla ou surdocegueira será entendida. Símbolos tangíveis são objetos ou figuras que vão no lugar de, ou representam algo sobre o qual queremos comunicar. Os símbolos tangíveis podem ser: 
1.objetos completos
2.partes de objetos
3.objetos associados
4.texturas ou formas 
5.desenhos 
 6.fotografias
Todas as formas de comunicação devem ser levadas em consideração, visual, gestual, através de registro. 

Semelhanças nas estratégias de Ensino para pessoas  com Deficiência Múltipla e Surdocegueira.

Existem estratégias de ensino que proporcionam uma comunicação e auxiliam no processo de aquisição da linguagem para alunos com surdocegueira e deficiência múltipla. São eles: os objetos de referência, que podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos ligados a eles; caixas de antecipação que permite conhecer os primeiros objetos de referência que anteciparão as atividades e o conhecimento das primeiras palavras e os calendários que favorecem o desenvolvimento da noção de tempo e ajudam os alunos a estabelecer e a compreender rotinas.

Referências Bibliográficas:

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 1 - A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 - A pessoa com Deficiência Múltipla. Capítulo 3 - Necessidades Específicas das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla.

IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.

MAIA, Shirley Rodrigues, São Paulo (2011). Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. 

 
 


 

 




sexta-feira, 21 de março de 2014

A ESCOLA E O ENSINO PARA PESSOAS COM SURDEZ



Simone Miranda de Castro 1

O ensino para pessoas com surdez sofre aproximadamente há dois séculos  um embate entre oralistas e gestualistas, o que causa discussões em relação ao sucesso ou fracasso escolar desses alunos, responsabilizando uma ou outra prática pedagógica. Enquanto isso, as pessoas com surdez não tem suas potencialidades e habilidades desenvolvidas e ficam à margem da sociedade, como diz Damázio (2010 p.47) “descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte”.
Em seu texto Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção” Damázio defende a ideia da inclusão das pessoas com surdez refutando as concepções que vão na contramão da perspectiva inclusiva, “por provocar dicotomizações que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem” Damázio (2010, p.48). As pessoas com surdez tem um potencial enorme a ser explorado e seu ensino não deve se resumir somente ao uso dessa ou daquela Língua , mas há que se repensar e inovar as práticas pedagógicas para atender às necessidades específicas desses alunos.
A tendência bilíngue propõe que as duas Línguas : Língua Portuguesa e Língua de Sinais sejam ensinadas sendo a concepção  mais adequada atualmente para ser utilizada nas escolas que atendem as pessoas com surdez, pois está amparado pelo
“Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas  ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.” (apud Damázio 2010, p.50)
O AEE PS envolve três momentos didáticos-pedagógicos: AEE PS em LIBRAS, AEE PS para o ensino de LIBRAS e o AEE PS para o ensino de Língua Portuguesa, que são divididos para atender às necessidades dos aluno, proporcionando-lhes um aprendizado eficaz para facilitar também sua compreensão dos conteúdos ensinados na sala comum, tornando a inclusão uma prática que realmente contribua na formação das pessoas com surdez.

REFERÊNCIAS:
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, 2010. p. 46-57.




[1] Cursista da pós-graduação em AEE pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
E-mail: simonemirandadecastro@gmail.com