Simone Miranda de
Castro 1
O
ensino para pessoas com surdez sofre aproximadamente há dois séculos um embate entre oralistas e gestualistas, o
que causa discussões em relação ao sucesso ou fracasso escolar desses alunos,
responsabilizando uma ou outra prática pedagógica. Enquanto isso, as pessoas
com surdez não tem suas potencialidades e habilidades desenvolvidas e ficam à
margem da sociedade, como diz Damázio (2010 p.47) “descontextualizadas das relações sociais das
quais fazem parte”.
Em
seu texto “Educação Escolar de Pessoas com Surdez -
Atendimento Educacional Especializado em Construção” Damázio defende a ideia da
inclusão das pessoas com surdez refutando as concepções que vão na contramão da perspectiva inclusiva, “por provocar
dicotomizações que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes,
negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem”
Damázio (2010, p.48). As pessoas com surdez tem um potencial enorme a ser
explorado e seu ensino não deve se resumir somente ao uso dessa ou daquela
Língua , mas há que se repensar e inovar as práticas pedagógicas para atender
às necessidades específicas desses alunos.
A tendência bilíngue propõe
que as duas Línguas : Língua Portuguesa e Língua de Sinais sejam ensinadas
sendo a concepção mais adequada
atualmente para ser utilizada nas escolas que atendem as pessoas com surdez,
pois está amparado pelo
“Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que
determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com
surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa,
preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e
que o acesso às duas línguas ocorra de
forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de
todo o processo educativo.” (apud Damázio 2010, p.50)
O AEE PS envolve três momentos didáticos-pedagógicos:
AEE
PS em LIBRAS, AEE PS para o ensino de LIBRAS e o AEE PS para o ensino de Língua
Portuguesa, que são divididos para atender às necessidades dos aluno,
proporcionando-lhes um aprendizado eficaz para facilitar também sua compreensão
dos conteúdos ensinados na sala comum, tornando a inclusão uma prática que
realmente contribua na formação das pessoas com surdez.
REFERÊNCIAS:
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA,
J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado
em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, 2010. p. 46-57.
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