sexta-feira, 21 de março de 2014

A ESCOLA E O ENSINO PARA PESSOAS COM SURDEZ



Simone Miranda de Castro 1

O ensino para pessoas com surdez sofre aproximadamente há dois séculos  um embate entre oralistas e gestualistas, o que causa discussões em relação ao sucesso ou fracasso escolar desses alunos, responsabilizando uma ou outra prática pedagógica. Enquanto isso, as pessoas com surdez não tem suas potencialidades e habilidades desenvolvidas e ficam à margem da sociedade, como diz Damázio (2010 p.47) “descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte”.
Em seu texto Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção” Damázio defende a ideia da inclusão das pessoas com surdez refutando as concepções que vão na contramão da perspectiva inclusiva, “por provocar dicotomizações que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negligenciando o potencial e a capacidade notórias e visíveis que elas possuem” Damázio (2010, p.48). As pessoas com surdez tem um potencial enorme a ser explorado e seu ensino não deve se resumir somente ao uso dessa ou daquela Língua , mas há que se repensar e inovar as práticas pedagógicas para atender às necessidades específicas desses alunos.
A tendência bilíngue propõe que as duas Línguas : Língua Portuguesa e Língua de Sinais sejam ensinadas sendo a concepção  mais adequada atualmente para ser utilizada nas escolas que atendem as pessoas com surdez, pois está amparado pelo
“Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas  ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.” (apud Damázio 2010, p.50)
O AEE PS envolve três momentos didáticos-pedagógicos: AEE PS em LIBRAS, AEE PS para o ensino de LIBRAS e o AEE PS para o ensino de Língua Portuguesa, que são divididos para atender às necessidades dos aluno, proporcionando-lhes um aprendizado eficaz para facilitar também sua compreensão dos conteúdos ensinados na sala comum, tornando a inclusão uma prática que realmente contribua na formação das pessoas com surdez.

REFERÊNCIAS:
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, 2010. p. 46-57.




[1] Cursista da pós-graduação em AEE pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
E-mail: simonemirandadecastro@gmail.com

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