domingo, 20 de outubro de 2013

Atividade para o aluno com deficiência intelectual


De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar. 

 

No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público . São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).


A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp. 

Nestes cartões pensamos em trabalhar as habilidades cognitivas de memória auditiva e visual  em consonância com o aprimoramento da linguagem falada. O aluno retira os cartões e " fala" o que entende de sua mensagem. Depois de retirados todos, sob mediação, as crianças deverão reorganizar as figuras e pareá-las em sequências criadas por elas. Nesse momento estaremos trabalhando com a habilidade de classificar, presente no desempenho cognitivo, através do raciocínio lógico matemático.



Um comentário:

  1. Essa atividade trabalha atividades de vários campos de aprendizagem. Além de ser fácil para trabalhar e não ter custo elevado. Abraços

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